Newsletters

Fundos comunitários: Empresas podem receber mais 800 milhões de euros.

A reprogramação dos fundos comunitários do Portugal 2020 deverá reforçar os apoios às empresas, até 800 milhões de euros, para um investimento global de cinco mil milhões, ao longo dos próximos dois anos.

Foi esta a estimativa dada ontem pelo ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, no final da reunião de Concertação Territorial. O primeiro-ministro, António Costa, que preside a este Conselho, faltou por motivo de doença.

Outra das apostas do Governo passa pelo reforço da formação dos trabalhadores. O governante com a pasta dos fundos comunitários estima afectar "mais de 300 milhões de euros  para o ensino profissionalizante e 300 milhões para a qualificação de adultos". O objectivo "é ter profissionais mais qualificados, com enfoque em sectores onde a procura tem crescido", sublinha.

O transporte público é outra das rubricas que merece destaque nesta reorientação dos fundos comunitários. O ministro afirma que serão designados "quase 300 milhões de euros", nomeadamente "para os metropolitanos de Lisboa e do Porto, para o Sistema de Mobilidade do Mondego e para a linha ferroviária de Cascais".

A reprogramação incluirá ainda um "reforço de investimentos de base territorial", parcela que se destina fundamentalmente "a escolas, centros de saúde e recuperação de património cultural". Segundo Pedro Marques, são "pequenos e médios investimentos mas que fazem a diferença".

Já a limpeza das florestas não será contemplada neste financiamento adicional, apesar das reivindicações dos autarcas. O ministro frisou que "os mecanismos de apoio já estão contemplados no Programa de Desenvolvimento Rural, com uma linha de apoio de 50 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado para 2018".

O próximo quadro comunitário está a ser traçado  com o PSD de Rui Rio."O país não compreenderia que opções que são para muito mais do que uma década [...] não fossem discutidas com o maior partido da oposição", disse Pedro Marques.
 
 
Fonte: Negócios