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Pagamentos em dinheiro, sem factura, na origem de boa parte da fuga ao fisco.

Caros parceiros,

O défice de 2010 desceria de 8,6% para 2,9% se a economia paralela apurada pagasse um imposto médio de 20% . As contas são dos professores Óscar Afonso e Nuno Guimarães, responsáveis pelo Índice de Economia em Portugal, hoje divulgado na faculdade de Economia do Porto.
As contas dos dois responsáveis permitem concluir que, mesmo sem, a cobrança de impostos, a simples soma da economia paralela, cerca de 42,7 mil milhões de euros, ao valor oficial do produto interno bruto português (PIB), o valor do défice de 2010 desceria para 6,9%.

As contas simples dos dois responsáveis pelo Índice da Economia não registada, o único do género calculado em Portugal, provam que a redução do défice pode ser significativamente conseguida se aumentar a fiscalização à fuga ao fisco.

Face a 2009, primeiro ano de divulgação do índice, o peso da economia paralela subiu 2,5%, passando a representar 24,8% do PIB.

Em termos sectoriais, a agricultura, apesar de um crescimento ligeiro, representa a menor fatia, de apenas 0,68% da economia não registada. A indústria tem vindo a perder peso no país e na economia não registada, representado 5,9%. A grande fuga ao fisco verifica-se nos serviços, representando 17,6% do PIB.

As principais causas para a fuga ao fisco são a própria carga fiscal, a carga de regulação e a evolução da taxa de desemprego.

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